Copom elevou a Selic para 15 % — e agora, o que isso ensina para quem está analisando investimentos?
Contexto atual:
Na última reunião (18 de junho), o Copom elevou a Selic de 14,75 % para 15 % — a sétima alta consecutiva, marcando o nível mais elevado em quase 20 anos-
Motivo e sinal do BC:
Apesar da inflação ter começado a recuar (~5,3 % nos últimos 12 meses), o Banco Central demonstrou que prefere “pausar e observar os efeitos acumulados”, com possibilidade de retomar o aperto se necessário -
O que muda na análise financeira:
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Valuation e WACC: a taxa de desconto usada nos modelos sobe. Isso reduz o valor presente dos fluxos futuros — cuidado redobrado ao avaliar empresas de crescimento.
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Custo de capital: empresas endividadas sentem forte pressão; para quem avalia risco de crédito, os spreads se ajustam para cima.
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Atração por renda fixa: investidores migram para títulos indexados à Selic. Isso reduz liquidez na B3 e aumenta o custo de capital para captação via ações.Implicações práticas:
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Analistas que revisitam premissas de WACC, estimativas de CAPEX e cenários de fluxo de caixa para investidores e teses de negócios terão vantagem competitiva.
Estar atento a indicadores de inflação, câmbio e cenário fiscal (como debates sobre IOF, por exemplo) será crucial para validar se esse patamar de 15 % se sustentará
“Você já ajustou seus modelos com essa Selic a 15 %? Está antecipando cortes ou apertos? Vamos trocar experiências nos comentários 😊👇”
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