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É MEI e ultrapassou o limite de faturamento ? Veja dicas sobre o que fazer

 Crescer é bom — mas crescer com saúde financeira é ainda melhor. À medida que um negócio evolui, é natural que surjam novas oportunidades, metas mais ambiciosas e também desafios maiores. No entanto, esse crescimento só é sustentável quando está apoiado em uma base sólida de organização, controle e consciência financeira. Por isso, mais do que comemorar o aumento do faturamento, é fundamental avaliar com atenção qual deve ser o próximo passo. Planejar bem a transição, entender as exigências legais e escolher o momento certo para avançar pode significar a diferença entre o sucesso duradouro e problemas futuros. Crescer exige estratégia — e nada mais estratégico do que crescer com equilíbrio, responsabilidade e visão de futuro.


1. Conheça o limite atual do MEI

  • Em 2025, o limite de faturamento anual do MEI continua sendo R$ 81.000,00, o que dá cerca de R$ 6.750,00 por mês.

  • Caso o faturamento seja proporcional (ex: começou em julho), o limite é calculado com base nos meses em que atuou como MEI.

2. Ultrapassou o limite? Veja os cenários:

Ultrapassou até 20% do limite (até R$ 97.200,00/ano):

  • Você deve pagar um DAS complementar (diferença dos impostos).

  • Será enquadrado como ME (Microempresa) no ano seguinte.

  • Evita multas e mantém o CNPJ ativo.

Ultrapassou mais de 20% do limite (> R$ 97.200,00/ano):

  • Você perde automaticamente o enquadramento como MEI no momento da ultrapassagem.

  • Deve recolher os tributos retroativos como Simples Nacional, com possíveis multas e juros.

  • A formalização como ME (Microempresa) deve ser feita o quanto antes.

3. Faça a transição para ME (Microempresa)

  • Altere o tipo de empresa no Portal do Empreendedor / Redesim / Junta Comercial do seu estado.

  • Contrate um contador para auxiliar na migração e apuração correta dos tributos.

  • Escolha o regime tributário (geralmente Simples Nacional é o mais indicado para ex-MEI).

4. Organize seu financeiro

  • Mantenha controle de faturamento mensal para evitar surpresas.

  • Use ferramentas simples (como Planilhas Google ou apps de gestão) para acompanhar suas vendas e despesas.

  • Evite “misturar” CPF e CNPJ nas finanças.

5. Faça a declaração anual correta (DASN-SIMEI)

  • Mesmo que você tenha ultrapassado o limite, ainda deve entregar a DASN-SIMEI relativa ao período que atuou como MEI.

  • Depois da migração, passa a seguir as obrigações da nova categoria (como PGDAS-D, emissão de NF-e etc.).

6. Procure orientação contábil

  • Um contador pode te ajudar a:

    • Reduzir impactos financeiros da mudança

    • Evitar multas e autuações

    • Planejar crescimento com mais segurança

Se quiser, posso gerar um checklist ou um modelo de controle de faturamento para MEIs. Deseja isso?

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